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The Ocean Post – Editorial Abril-Junho 2021

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The Ocean Post – Editorial Abril-Junho 2021

6 de Julho de 2021
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O plano de recuperação e resiliência (PRR) de Portugal, aprovado em junho passado, «transformará a economia portuguesa», afirmou Ursula von der Leyen durante a cerimónia protocolar. As reformas e os investimentos previstos para 2021-2026 constituem uma resposta sem precedentes da UE à crise da COVID-19 e permitirão a Portugal emergir mais forte, mais resiliente e melhor preparado para o futuro. Temos pela frente uma oportunidade que, se bem aproveitada, pode ter um impacto positivo no produto interno bruto (1,4-2,4%) e permitir a recuperação de 50 mil postos de trabalho perdidos. Segundo a presidente da UE, «a implementação deste ambicioso programa será um desafio», mas caberá a nós aplicar de forma responsável esses fundos em projetos altamente inovadores, gerando produtos e serviços capazes de catapultar as nossas empresas para uma competitividade crescente nos mercados internacionais. Portugal aprovou um Laboratório Colaborativo dedicado à bioeconomia azul (B2E CoLAB) que apoia dois dos setores com maior potencial de crescimento: a biotecnologia e a aquicultura. Os esforços anteriores ao longo das últimas décadas não conseguiram impulsionar estes setores, que ainda estão atrasados. O PRR de Portugal pode ser uma oportunidade única para desenvolver soluções baseadas no conhecimento para moldar uma nova bioeconomia azul impulsionada pela automação 4.0 e pelas tecnologias de troca de dados.

Prevê-se que o consumo global de proteínas humanas duplique até 2050, com as proteínas de origem marinha a ganharem uma quota de mercado crescente. A aquicultura tem potencial para responder a este desafio proteico, produzindo alimentos nutritivos e seguros, enquanto a biotecnologia pode produzir biomassa de elevado valor (algas, leveduras, bactérias) ou compostos bioativos para rações, alimentos ou outras aplicações de alta qualidade. Portugal precisa impulsionar estes setores, tirando partido das tecnologias emergentes e da inteligência artificial, promovendo uma integração vertical que envolva toda a cadeia de valor para produzir de forma sustentável produtos saudáveis e de valor acrescentado, associados a uma ética de consumo, reforçando a resiliência económica e social.

O próximo evento da Sociedade Europeia de Aquicultura será em Portugal (Funchal, 4-7 de outubro) e todos estão convidados a participar, a visitar o stand do B2E CoLAB e, acima de tudo, a promover a troca de conhecimentos!

Luísa Valente é Professora Associada do ICBAS – Universidade do Porto, Membro do Conselho Diretivo do CIIMAR, Membro do Conselho Diretivo do B2E CoLAB e Membro do Conselho Diretivo da Sociedade Europeia de Aquicultura.

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