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Portugal vai contar com um novo estudo liderado pelo B2E – Blue Bioeconomy CoLAB para mapear recursos, competências e cadeias de valor ligadas à biotecnologia azul, criando uma base mais sólida para apoiar políticas públicas, financiamento e investimento num setor ainda pouco estruturado.
O projeto chama-se BLUEVALSTEP e parte de um caso de estudo na área da valorização de coprodutos marinhos, ou seja, partes do pescado como peles, espinhas, vísceras, cascas ou conchas que hoje continuam, em muitos casos, subaproveitados, mas que podem vir a ser integrados em cadeias de valor de maior intensidade tecnológica.
Numa primeira fase, o estudo pretende identificar que recursos existem, que competências científicas e industriais já estão instaladas em Portugal e como se organizam as cadeias de valor associadas à valorização de coprodutos marinhos, incluindo as tecnologias envolvidas.
Este trabalho permitirá compreender melhor a estrutura do setor, identificar lacunas, constrangimentos e oportunidades e reforçar a base de conhecimento disponível sobre a biotecnologia azul. Conhecer melhor os recursos e as competências é um passo essencial para apoiar o desenvolvimento do setor.
Financiado no âmbito do Portugal 2030, o projeto está alinhado com a Plataforma de Tecnologias Estratégicas para a Europa (STEP), uma iniciativa da União Europeia criada para ajudar os países europeus a identificar e apoiar tecnologias consideradas estratégicas para o futuro da economia e da indústria.
Mais do que produzir um retrato do setor, o BLUEVALSTEP, liderado pelo B2E CoLAB, pretende desenvolver ferramentas com utilidade prática.
Entre os resultados previstos está uma proposta de taxonomia económica e tecnológica, isto é, uma forma mais precisa de classificar e organizar as atividades e tecnologias da biotecnologia azul, bem como um modelo de acompanhamento com indicadores, que ajude entidades públicas e outros decisores a monitorizar o setor e a definir prioridades de apoio e investimento.
Uma classificação mais precisa permite enquadrar melhor estas atividades e apoiar decisões de financiamento mais eficazes, enquanto a monitorização do setor contribui para melhorar a definição e avaliação de políticas públicas.
O estudo inclui também a análise das relações entre os diferentes atores envolvidos, desde quem gera os coprodutos marinhos até quem os transforma em novos produtos, permitindo identificar sinergias, fragilidades e oportunidades de reforço do ecossistema.
Ao cruzar informação sobre recursos disponíveis, competências instaladas, infraestruturas e cadeias de valor, o projeto contribui para uma leitura mais estruturada do setor, ajudando a identificar caminhos para reduzir o desperdício, promover a circularidade e reforçar a capacidade de inovação da bioeconomia azul em Portugal.
A liderança do projeto reforça o trabalho que o B2E CoLAB tem vindo a desenvolver na caracterização e estruturação da bioeconomia azul em Portugal, incluindo iniciativas como a plataforma Fish Matter e a participação em dinâmicas estratégicas ligadas à biotecnologia e circularidade.
Com o BLUEVALSTEP, o B2E CoLAB dá continuidade a esse percurso, procurando contribuir para uma leitura mais robusta do setor e para a criação de instrumentos que ajudem a orientar melhor o apoio público e o investimento em áreas emergentes da biotecnologia azul.
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