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Mais de metade do pescado que consumimos no mundo já vem da aquacultura. Segundo o relatório SOFIA 2026 da FAO, a produção aquícola ultrapassou pela primeira vez os 100 milhões de toneladas em 2024, 53% de toda a produção animal aquática mundial. Com um setor desta dimensão, faz cada vez mais sentido perguntar: qual é, afinal, o impacto ambiental de produzir peixe? E como se mede?
A resposta chama-se Avaliação do Ciclo de Vida. LCA, na sigla inglesa. É uma metodologia que soma todos os impactos de um produto, do início ao fim: a ração, a energia gasta na produção, o transporte, a embalagem. Em vez de opiniões, dá números. E na aquacultura, esses números reservam algumas surpresas.
Nenhuma lei obriga, para já, uma empresa a fazer uma LCA. Mas a partir de 27 de setembro de 2026, uma nova diretiva europeia proíbe alegações vagas como “sustentável” ou “amigo do ambiente” nos produtos, se não houver provas reconhecidas por trás. Ao mesmo tempo, a Comissão Europeia aprovou regras harmonizadas para calcular e comunicar a pegada ambiental do peixe, baseadas precisamente em LCA.
Na prática, quem quiser dizer que o seu peixe é mais sustentável vai ter de o provar e a LCA é uma das formas mais credíveis e reconhecidas de o fazer.
Para quem produz, uma LCA é sobretudo uma ferramenta de decisão: mostra onde está realmente o problema (na ração? na energia? no transporte?) e onde vale a pena investir. Permite testar se uma ração alternativa ou um modelo de produção mais circular compensa de facto. E dá às empresas com dados sólidos uma vantagem que as outras não têm: poder comunicar o seu desempenho ambiental com confiança.
O B2E CoLAB ajuda empresas da bioeconomia azul a fazer exatamente isto: medir o impacto dos seus produtos com rigor, interpretar os resultados e transformá-los em decisões e em comunicação que cumpre as novas regras europeias.
Foi exatamente este o trabalho desenvolvido com o grupo Soja de Portugal, referência nacional na produção de rações para aquacultura. Em conjunto, foi aplica a metodologia LCA aos seus produtos, mapeando os impactos ambientais ao longo de toda a cadeia, das matérias-primas ao produto final. O resultado? Uma visão clara de onde estão os pontos críticos e as oportunidades de melhoria, e uma base sólida de dados que permite ao grupo fundamentar a sua comunicação ambiental com rigor. É a diferença entre dizer que se é sustentável e conseguir demonstrá-lo.
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