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Laboratórios colaborativos geraram 261,6M€ de VAB entre 2021 e 2025

Durante este período, os coLABs sustentaram mais de 2.100 postos de trabalho. Por cada euro de financiamento público, a economia gerou 2,27 euros de VAB e 81% do investimento retornou ao Estado em receita fiscal.
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Laboratórios colaborativos geraram 261,6M€ de VAB entre 2021 e 2025

26 de Maio de 2026

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A Porto Business School (PBS) apresentou o primeiro “Estudo de impacto socioeconómico dos Laboratórios Colaborativos (CoLABs)” em Portugal, que conclui que, entre 2021 e 2025, estas estruturas geraram 261,6 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB) e sustentaram 2.178 postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos no país.

Promovido pelo Fórum dos Laboratórios Colaborativos (FCoLAB), em parceria com a PBS, o estudo demonstra ainda que, “entre 2021 e 2025, cada euro de financiamento público atribuído aos CoLABs esteve associado a 2,27 euros de VAB na economia. No mesmo período, dos 115 milhões de euros de financiamento público atribuído aos CoLABs, 92,8 milhões de euros retornaram ao Estado em receita fiscal, ou seja, cerca de 81% do total investido. O esforço público líquido efetivo foi, portanto, de apenas 22,8 milhões de euros para gerar 261,6 milhões de euros de VAB na economia”, segundo Filipe Grilo, docente da Porto Business School e responsável pelo estudo.

Só em 2025, os CoLABs geraram 74,7 milhões de euros de VAB e 26,5 milhões de euros em receitas fiscais. Já entre 2021 e 2025, mobilizaram mais de 300 milhões de euros em inovação colaborativa no âmbito do PRR e captaram mais de 28 milhões de euros em projetos Horizonte Europa.

Os resultados apresentados na passada quinta-feira, na presença do presidente da Agência para a Investigação e Inovação (AI2), João Barros, reforçam o papel dos laboratórios colaborativos enquanto infraestrutura estratégica de inovação, transferência de conhecimento e desenvolvimento económico, num momento em que se discute o futuro do financiamento destas entidades. Atualmente, existem 41 laboratórios colaborativos em Portugal.

Criados para aproximar a ciência, empresas e sociedade, os CoLABs têm vindo a afirmar-se como instrumentos fundamentais para transformar investigação em soluções aplicadas com impacto no mercado, contribuindo para aumentar a competitividade nacional, reduzir risco tecnológico e acelerar processos de inovação em setores estratégicos da economia.

 

Laboratórios colaborativos não competem diretamente com empresas

De acordo com o estudo da PBS, os CoLABs não competem diretamente com as empresas; atuam sobretudo em contextos onde existem falhas de mercado, ausência de capacidade tecnológica instalada ou elevados níveis de incerteza técnica, desempenhando um papel decisivo na criação de novas capacidades económicas e científicas em Portugal.

Para André Matos, presidente da direção do FCoLAB, este estudo confirma que os CoLABs deixaram de ser uma experiência-piloto para se afirmarem como uma infraestrutura crítica para a economia do conhecimento em Portugal. Hoje, realçou, “os CoLABs geram impacto económico mensurável, mobilizam investimento, criam emprego qualificado, com elevado número de doutorados, e ajudam empresas e setores inteiros a inovar”.

O responsável acrescentou  ainda que “a continuidade do financiamento base dos CoLABs deve ser entendida como uma decisão estratégica para o futuro do país”. “Estamos perante estruturas que encurtam a distância entre a ciência e mercado, aceleram a valorização de tecnologia e criam condições para que as empresas, territórios e administração pública inovem com menor risco e maior capacidade”, apontou

“Estamos a criar massa crítica técnica em locais onde ela é escassa, espalhada por todo o território nacional. Os CoLABs estão a contribuir ativamente para a coesão territorial do país e esse efeito ainda não está a ser monitorizado como devia”, alertou Filipe Grilo.

O estudo sublinha ainda que a diversidade funcional dos laboratórios colaborativos constitui uma das principais forças do modelo. Longe de representar fragmentação, essa heterogeneidade permite responder a desafios distintos do sistema nacional de inovação, desde a indústria e saúde à agricultura, sustentabilidade, digitalização ou economia do mar.

A análise da PBS conclui igualmente que os CoLABs devem ser avaliados através de métricas próprias, compatíveis com a natureza híbrida e missão de interface entre ciência, tecnologia, empresas e sociedade. O impacto dos laboratórios colaborativos ultrapassa os indicadores económicos diretos, incluindo também efeitos sistémicos como a promoção da coesão territorial, fixação de talento, criação de capacidade instalada, redução de risco tecnológico, articulação entre atores e abertura de novas trajetórias de desenvolvimento económico.

O estudo recomenda, por isso, o desenvolvimento de um quadro de monitorização próprio para os CoLABs, com métricas partilhadas que reflitam a sua natureza de interface, avaliando os efeitos sistémicos e territoriais que estas estruturas geram no ecossistema nacional de inovação.

Laboratório Colaborativo para a Bioeconomia Azul

O B2E – Blue Bioeconomy CoLAB é um laboratório colaborativo, criado em 2020 e integra um ecossistema que une universidades, centros de investigação, empresas, governo e sociedade. Enquanto associação privada sem fins lucrativos, o B2E CoLAB está focado nos setores da aquacultura, biotecnologia marinha e recursos marinhos vivos.

 

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