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Pele de salmão transformada em couro de luxo. Cabeças de peixe convertidas em refeições prontas. Resíduos da indústria conserveira que agora alimentam cães — e a economia circular. Estas são apenas algumas das histórias que o público poderá conhecer de perto no Blue Connect, o espaço de inovação, empreendedorismo e networking integrado no Blue Wink-E 2025, que se realiza a 6 de junho no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos.
O Blue Wink-E 2025, promovido pelo B2E – Blue Bioeconomy CoLAB irá juntar decisores políticos, investigadores, empresas e startups num dia de diálogo, inspiração e ação. Entre debates, keynotes e showcases, o evento assume-se como a montra viva das soluções mais arrojadas da bioeconomia azul — e o palco privilegiado para conhecer as empresas que estão a transformar resíduos em valor económico e ecológico.
Inovação com impacto: as histórias que vão dar que falar
Na Finlândia, a Hailia Nordic Oy desenvolveu uma tecnologia pioneira que transforma espinhas, cabeças e peles de peixe em produtos alimentares saborosos e saudáveis, sem necessidade de pescar ou cultivar mais. Em apenas um ano, a startup já lançou oito referências no mercado europeu, provando que a inovação pode caminhar de mãos dadas com a sustentabilidade e o sabor.
Da Holanda chega a Searious Fish, uma empresa que transforma peles de salmão descartadas pela indústria alimentar em couro de alta qualidade. O processo, que não utiliza químicos perigosos, água residual ou combustíveis fósseis, é exemplo de circularidade aplicada à moda e ao design — e um caso de estudo em práticas industriais sustentáveis.
Em Portugal, a Bake My Dog Happy está a conquistar o setor pet com snacks biológicos e saudáveis produzidos a partir de subprodutos marinhos. Além disso, a empresa está a desenvolver uma linha de cuidados dermatológicos com base em plantas invasoras da costa e extratos de algas, mostrando como a bioeconomia azul pode chegar até ao bem-estar animal.
Plataformas digitais e ciência aplicada
A inovação portuguesa também se faz sentir com a apresentação da Fish Matter, uma plataforma digital inteligente desenvolvida pelo B2E CoLAB, que irá permitir o “match” entre quem gera subprodutos marinhos (como vísceras, cabeças ou cascas) e quem os consegue transformar em novos produtos nos setores alimentar, farmacêutico, cosmético ou biotecnológico.
O Centro Tecnológico das Indústrias do Couro (CTIC) apresenta, no Blue Connect, um exemplo paradigmático da integração da bioeconomia azul na indústria do couro: a transformação de pele de peixe em materiais inovadores, resistentes e sustentáveis, com aplicação potencial na moda e no design industrial.
Já o CIIMAR, um dos mais reputados centros de investigação marinha da Península Ibérica, apresenta no evento o projeto europeu Blue Shuttle, que aposta na digitalização como motor da eficiência e competitividade da bioeconomia azul. A instituição pretende mostrar como os dados e a tecnologia podem impulsionar soluções mais sustentáveis e práticas no terreno.
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