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Biotecnologia Marinha para Alimentação, Saúde e Sustentabilidade

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Biotecnologia Marinha para Alimentação, Saúde e Sustentabilidade

30 de Março de 2026

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Formulações aprimoradas de ração para peixes que incorporam probióticos e nutracêuticos, abordagens sustentáveis para extração de colágeno e compósitos à base de quitosana para aplicações biomédicas, juntamente com estratégias ecológicas para o aproveitamento de algas e outros subprodutos marinhos. Estas inovações exemplificam a convergência entre tecnologia, sustentabilidade e saúde animal e humana, destacando o potencial transformador da biotecnologia marinha na produção de alimentos, em materiais biomédicos e em sistemas naturais de suporte à vida.

AQUACULTURA

Composições de Aditivos para Ração de Peixes

A invenção descreve um aditivo para ração de peixes que contém probióticos encapsulados em micropartículas poliméricas e nutracêuticos. Pode ser incorporado na ração de peixes para promover a saúde dos peixes e prevenir infeções bacterianas. Os probióticos incluem estirpes como L. paracasei, L. plantarum, L. helveticus e L. rhamnosus (LGG). A curcumina é um exemplo de nutracêutico utilizado, apoiando o crescimento dos peixes e proporcionando benefícios para a aquacultura.

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BIOTECNOLOGIA MARINHA

Extração Otimizada de Colagénio Tipo I a partir de Pele de Peixe Utilizando Ácido Clorídrico

A pele de peixe, um subproduto do processamento comercial de pescado, é uma fonte viável de colagénio do tipo I. A extração tradicional utilizando ácido acético preserva a estrutura nativa do colagénio, mas requer mais de 72 horas e envolve etapas complexas e demoradas de diálise. Este estudo desenvolveu um método de extração mais rápido e economicamente mais eficiente, utilizando ácido clorídrico 0,01 M durante 5 horas, seguido de homogeneização. O colagénio extraído manteve a sua estrutura nativa em tripla hélice e estabilidade térmica.

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Compósitos de Hidroxiapatita/Quitosano a partir de Cascas de Caranguejo e Scaffolds Misturados com Policaprolactona para a Regeneração Óssea Aprimorada

Foi desenvolvido um método sustentável para converter resíduos de casca de caranguejo em um compósito de hidroxiapatita–quitosano (HA–CS) para a fabricação de scaffolds ósseos. O HA–CS resultante continha 78,37% de hidroxiapatita em nanoescala e apresentou forte atividade antibacteriana sem efeitos citotóxicos. Quando combinado com policaprolactona (PCL), os scaffolds demonstraram equilíbrio entre resistência mecânica, boa biocompatibilidade e excelente capacidade de mineralização in vitro. Além disso, as taxas de degradação dos scaffolds puderam ser ajustadas, permitindo uma melhor sincronização com a formação de novo tecido ósseo. Esta abordagem oferece uma estratégia ecológica e de alto desempenho para a engenharia de tecidos ósseos.

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Nanopartículas de Olíbano–Quitosano: Um Sistema Antimicrobiano Natural

Este estudo focou-se na extração de quitosano a partir de resíduos de casca de camarão e na formulação de nanopartículas de quitosano carregadas com olíbano (frankincense). A caracterização confirmou que as nanopartículas eram estáveis, semicristalinas e apresentavam fortes interações entre o quitosano e o olíbano. As nanopartículas apresentaram tamanho médio de 149,4 nm, estabilidade moderada e morfologia lisa e bem dispersa. Elas demonstraram atividade antimicrobiana aprimorada contra S. mutans, S. typhi e C. albicans, destacando seu potencial para aplicações farmacêuticas e na preservação de alimentos.

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RECURSOS MARINHOS VIVOS

Atividade Anticancerígena e Antimicrobiana do Extrato de Alga Chlorella vulgaris BA02 Contendo Ácido Indol-3-Acético

A incidência de cancro da mama está a aumentar, despertando um maior interesse em tratamentos naturais de origem vegetal. Neste estudo, o extrato de Chlorella vulgaris e o ácido indol-3-acético (IAA) foram testados em três linhas celulares de cancro da mama. O extrato induziu apoptose e ativou vias de stress oxidativo, enquanto o IAA apresentou efeitos variáveis dependendo da concentração e do tipo de célula. Ambos os compostos também demonstraram atividade antimicrobiana, ressaltando a necessidade de estudos adicionais para elucidar os seus mecanismos de ação.

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Alginato e Caracterização de Polissacarídeos de Algas Castanhas da Costa Portuguesa

O alginato é um biopolímero versátil com aplicações crescentes nas áreas farmacêutica e biomédica, destacando a necessidade de produção sustentável. Algas castanhas, como Saccorhiza polyschides e Sargassum muticum, representam fontes renováveis promissoras de alginato de sódio. Uma extração em duas etapas, ácido–alcalina, produziu alginato de alta pureza com rendimentos superiores a 20%, comparáveis aos produtos comerciais. Este método é eficiente, reduz o consumo de solventes e minimiza o impacto ambiental, demonstrando significativo potencial industrial.

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