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B2E CoLAB no Quénia: a produzir conhecimento para quem mais precisa

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B2E CoLAB no Quénia: a produzir conhecimento para quem mais precisa

19 de Junho de 2026

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Uma equipa do B2E – Blue Bioeconomy CoLAB, composta por Patrícia Gonçalves, Gestora de Comunicação e Marketing, e Ana Rita Ribeiro, Gestora de Inovação e Projetos, estiveram em Kisumu, no Quénia, para uma semana intensa de trabalho no âmbito do projeto europeu INNOECOFOOD. O objetivo: produzir os vídeos educativos que irão apoiar a formação de mulheres e jovens nos EcoHubs africanos.

Os vídeos em produção não são conteúdos institucionais. São ferramentas de trabalho, concebidas para tornar o conhecimento técnico acessível às pessoas que operam diretamente nas cadeias de valor do projeto: aquacultura, produção de spirulina e criação de insetos, nomeadamente a mosca soldado-negro (Black Soldier Fly) e grilos. É com base nestes conteúdos que 120 mulheres e 120 jovens serão formados para ajudar a transformação alimentar das suas comunidades.

O foco no empoderamento de mulheres e jovens não é acessório, é estrutural ao projeto. Em África, as mulheres desempenham um papel central nos sistemas alimentares, mas continuam a enfrentar barreiras significativas no acesso a conhecimento técnico, recursos e oportunidades de progressão económica. Os EcoHubs do INNOECOFOOD foram concebidos precisamente para inverter esta lógica: colocar as mulheres e os jovens não como beneficiários passivos, mas como operadores qualificados e agentes de mudança nas suas comunidades. Os vídeos que o B2E CoLAB está a produzir são o instrumento que torna isso possível, isto é, conhecimento técnico complexo, traduzido em conteúdo acessível, relevante e replicável.

Durante as filmagens, a equipa do B2E CoLAB entrevistou especialistas nas áreas de insetos e aquacultura, e esteve no terreno com comunidades locais, documentando processos reais e registando histórias de quem faz acontecer a bioeconomia circular no dia a dia. A componente relativa à spirulina decorreu nas instalações da The Nasio Trust, organização de referência no Quénia Ocidental pelo impacto que desenvolve nas áreas da educação, saúde, meios de subsistência e segurança alimentar.

 

O projeto e o seu alcance

Financiado pelo programa Horizon Europe, o INNOECOFOOD envolve 21 parceiros de 11 países da Europa e de África, sob coordenação do CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto. O projeto implementa EcoHubs, ou seja,  centros agro-industriais sustentáveis que funcionam como laboratórios vivos em quatro países africanos: Quénia, Uganda, Tanzânia e Gana.

Estes espaços testam e aplicam soluções inovadoras de produção alimentar, com tecnologias de aquacultura em circuito fechado, produção de espiralina e criação de insetos, integrando também tecnologias pós-colheita e práticas de alimentação sustentável. A missão é clara: responder a desafios globais como a fome, a pobreza e as alterações climáticas, através de abordagens que reforçam a autonomia e o desenvolvimento das comunidades locais.

 

O papel do B2E CoLAB

O B2E CoLAB é responsável pela criação de conteúdos educativos e estratégias de comunicação que suportam a capacitação dos trabalhadores dos EcoHubs. O trabalho desenvolvido no Quénia é parte central dessa missão: garantir que o conhecimento gerado pelo projeto seja acessível, relevante e replicável  e que chegue às pessoas certas, no formato certo, para fazer diferença no terreno.

Esta deslocação a Kisumu é mais uma demonstração de que a bioeconomia azul não se constrói apenas em laboratórios ou relatórios. Constrói-se com pessoas, no terreno, com a convicção de que a ciência e a comunicação têm um papel decisivo na transformação dos sistemas alimentares.

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