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A primeira fábrica de proteínas hidrolisadas produzidas a nível nacional surge em Coruche

INVESTIMENTO INOVADOR DE 15,4 MILHÕES DE EUROS IMPULSIONA A INOVAÇÃO NA AQUICULTURA SUSTENTÁVEL
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A primeira fábrica de proteínas hidrolisadas produzidas a nível nacional surge em Coruche

18 de Janeiro de 2024
aquaculturaPortugal

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A Sebol, uma subsidiária do Grupo ETSA, revela planos para uma unidade industrial de ponta em Coruche, Portugal, marcando um salto significativo em sustentabilidade e inovação no setor da aquicultura. Impulsionada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e alinhada com o Pacto da Bioeconomia Azul, a instalação é um componente-chave do projeto Pep4Fish, com foco na produção em grande escala de hidrolisados de proteínas revolucionários concebidos para rações para peixes.

A construção da nova instalação industrial da Sebol, um empreendimento do Grupo ETSA – Empresa de Transformação de Subprodutos Animais, está em fase avançada em Coruche, anunciando um avanço crucial em sustentabilidade e inovação para a aquicultura. Impulsionado pelo Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PRR) e integrado no Pacto da Bioeconomia Azul, este projeto é parte integrante da iniciativa Pep4Fish, com foco principal na produção em grande escala de produtos inovadores – hidrolisados proteicos especificamente concebidos para rações para peixes.

André Almeida, diretor do Departamento de Investigação do Grupo ETSA, expressa otimismo quanto ao valor gerado por esta nova unidade de produção, afirmando: «A Sebol está muito otimista quanto à importância desta nova unidade de produção, que representa a primeira proteína hidrolisada produzida a nível nacional com foco na alimentação de peixes a nível industrial. Isto marca um passo significativo que contribuirá para uma produção piscícola eficiente e sustentável.»

Em termos simples, os hidrolisados de proteína são superalimentos desenvolvidos a partir de subprodutos animais, otimizando a absorção de nutrientes pelos peixes. Alinhado com os princípios da economia circular, este processo envolve a utilização de subprodutos de peixes, aves, suínos e até insetos, orientado pelas várias fases da investigação do projeto Pep4Fish. Em última análise, estes hidrolisados de alto valor acrescentado serão incorporados em rações para robalo e dourada, reforçando a saúde dos peixes, contribuindo para a nutrição humana, reduzindo o desperdício alimentar e promovendo a sustentabilidade na aquicultura.

A nova unidade industrial, com cerca de 9.000 metros quadrados e um investimento de 15,4 milhões de euros, dos quais cerca de 4,6 milhões de euros são financiados pelo Pacto da Bioeconomia Azul, está prevista para ser concluída no segundo semestre de 2024. Espera-se que crie 15 novos postos de trabalho, servindo como um catalisador para a sustentabilidade e inovação, contribuindo significativamente para o setor agroalimentar em Portugal, de acordo com André Almeida.

Liderado pelo Grupo ETSA, o projeto Pep4Fish conta com a colaboração de nove parceiros, incluindo centros de investigação e empresas: AgroGrIN Tech, B2E – Blue Bioeconomy CoLAB (B2E CoLAB), CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, ITS – Indústria de Transformação de Subprodutos (ETSA), Seaculture (Jerónimo Martins), Savinor e Sorgal (Soja Portugal), Sebol (ETSA) e a Universidade Católica Portuguesa.

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