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A bioeconomia azul tem lugar à mesa da inovação nacional

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A bioeconomia azul tem lugar à mesa da inovação nacional

5 de Julho de 2026

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No 3.º Encontro das Agendas Mobilizadoras, o B2E CoLAB levou a bioeconomia azul ao mesmo palco dos semicondutores e do espaço, com um objetivo claro: encurtar a distância entre a investigação e o mercado.

O B2E – Blue Bioeconomy CoLAB marcou presença no 3.º Encontro das Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial, promovido pelo IAPMEI no Europarque, em Santa Maria da Feira. Foi o principal momento público das Agendas Mobilizadoras, um dos pilares do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que reforça as capacidades científicas e tecnológicas do país através de projetos colaborativos entre empresas e sistema científico. No mesmo recinto cruzaram-se áreas tão distintas como o espaço, a saúde, a energia, os semicondutores ou a economia do mar. A escala dá a medida do que ali estava em jogo: as 51 Agendas contratadas reúnem 1.098 copromotores e mais de 5.400 milhões de euros de despesa elegível.

É na economia do mar que se inscreve o Pacto da Bioeconomia Azul (PBA), o consórcio do qual o B2E CoLAB faz parte. Liderado pela Inovamar e dotado de cerca de 133 milhões de euros, o Pacto procurou reindustrializar setores nacionais a partir da biotecnologia marinha, encontrando no mar uma resposta à escassez de recursos terrestres e integrando bio-recursos marinhos em novas cadeias de valor, com inovação neutra em carbono. Juntou mais de 80 entidades e repartiu-se por sete frentes, dos biomateriais aos bivalves, dos têxteis de base marinha às algas, passando pela alimentação, pelas rações e pela bioinformática para as pescas.

 

Fish Matter

Dentro deste universo, o B2E CoLAB assumiu-se como elo entre quem investiga e quem produz, e está presente em quatro projetos no âmbito do Pacto. O principal é o Fish Matter, uma plataforma inteligente de valorização dos coprodutos marinhos que o CoLAB lidera. Com o mote “da cabeça à cauda”, nasce para aproximar diferentes intervenientes da cadeia de valor. Por um lado, as empresas que geram coprodutos (cabeças, espinhas, pele…); por outro, empresas, centros de investigação e outras entidades capazes de os transformar em novos produtos ou aplicações.

Mais do que uma plataforma de contacto, o Fish Matter funcionará também como uma base de conhecimento, reunindo informação sobre tecnologias, projetos, competências e soluções já existentes. Desta forma, pretende facilitar a criação de novas parcerias, estimular a inovação e acelerar o aparecimento de novas oportunidades de negócio.

O objetivo final é garantir que cada peixe é aproveitado da forma mais eficiente possível, reduzindo o desperdício, aumentando o seu valor económico e promovendo uma economia mais circular e sustentável. Foi o Fish Matter que o B2E CoLAB levou ao stand do PBA, partilhado com as restantes verticais do consórcio.

A par dele, o B2E CoLAB participa em três verticais do PBA: o Vertical Fish, centrado na qualidade e na sustentabilidade do pescado; o Vertical Algae, ligado ao reforço da produção nacional de algas; e o Pep4Fish, focado na inovação na aquacultura sustentável. Em conjunto, cobrem uma boa parte da cadeia de valor, do que se cria em aquacultura ao que chega ao consumidor, e do que sobra ao que se pode reaproveitar.

O B2E CoLAB foi representado por Taynara Franco, responsável de Inovação e Avaliação de Ciclo de Vida (LCA), e Hugo Barros, gestor de Inovação, que apresentaram o Fish Matter a visitantes e parceiros e trocaram experiências com equipas de outras Agendas.

O tema atravessou o dia. Na conversa “Lab to Fab”, sobre a passagem da investigação para a indústria, voltou a ficar claro o desafio que dá sentido ao trabalho do laboratório: garantir que a ciência do mar não fica na bancada e chega, mais depressa, a produtos e a mercados.

 

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